Páginas

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Novos ciclos

“Já é Natal? Como assim?!”

Assim começou um diálogo (seguido por uma expressão de espanto estampada no rosto), que ouvi, semana passada, em um shopping da cidade.

Pois é, mais um ano está acabando e para muita gente esse é o período de fechar e abrir um novo ciclo. No entanto, todos nós estamos abrindo e fechando ciclos o tempo inteiro. Ou, ao menos, saudável seria se estivéssemos.
Fechar um ciclo é tão importante quanto iniciar um novo. A vida é feita de movimento, nada permanece imutável e é necessário que possamos nos apropriar do momento vivido e sabermos quando estamos prontos para simplesmente colocar um ponto final e seguir em frente.

Um ponto final no emprego que não te faz mais feliz, ponto final no relacionamento que não faz mais sentido na sua vida, ponto final nos conflitos infundados, ponto final nos gastos supérfluos que te afundam em dívida, etc; e às vezes é o outro quem nos impõe um ponto final. E aí? Descabelar e desesperar-se ou simplesmente aceitar?

Começar um ciclo significa que você pode reorganizar-se, olhar para o seu caminho e escolher por onde vai, que caminho quer seguir – independente da estrada.  E, sim, muitas vezes é necessária uma coragem enorme para fechar uma porta e tentar abrir a outra, sem saber exatamente o que tem atrás dela.
Fechar um ciclo é se permitir sair do confortável – que começou a ficar desconfortável –, do cômodo, do conhecido; é trocar a poltrona que já tem o formato do seu corpo por uma nova. É trocar o certo pelo duvidoso.

Lembro de uma frase, bem clichê, que já li várias vezes por aí: se você ainda não consegue abrir uma porta, tenta pela brechinha da janela.
Faça o que for possível para você no momento.

E aí, que ciclos você fechou  esse ano? Quais você abriu?

Feliz finalzinho de ano e nos vemos em 2014! 

Élida Cunha  - 
Especialista em Psicologia Clínica Humanista Existencial Fenomenológica.



Nenhum comentário:

Postar um comentário