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domingo, 18 de agosto de 2013

Pressa, quanta pressa!

O mundo vive com pressa, vocês já se deram conta?
Ou somos nós que vivemos assim?
E não falo só daquele chefe que pede mais produção, nem daquele vizinho que vive correndo e nem sabe em que série a filha está. Ou então da dona-de-casa que precisa limpar, passar, fazer o almoço e cuidar de tudo.
Não, eu falo de cada um, da pressa diária que é da sua mãe, do seu amigo, é minha. Mas também é sua.

Que atire a primeira pedra quem nunca esteve correndo, angustiado, aperreado  e martirizando-se por achar que, simplesmente, não vai dar tempo.
Tempo de que, afinal?

É fácil olhar e perceber como todos vivem apressados. Nesse ritmo frenético, que a contemporaneidade nos impõe, acabamos por perder o que realmente faz sentido na vida. Perde-se de conviver com sua avó que, já velhinha, anda e fala mais devagar – ela não mais tem pressa na vida –, de se deliciar com um livro não-técnico, de almoçar sentado e conseguir sentir o gosto de cada alimento que, rapidamente, é engolido; de passear pela praça ao invés de apenas atravessá-la para chegar ao seu destino; de sentir a brisa gostosa que corre nas tardes mais amenas; de acompanhar o crescimento da sua irmã, sobrinha, afilhada, filha, seja lá o que a criança for sua.

Não há mais tempo para encontrar um amigo em uma tarde qualquer e dizer “ah, vamos tomar um café e depois pegar um cineminha?”.
Não! Jamais! É preciso trabalhar mais, estudar mais, produzir mais, consumir mais, correr mais atrás. Precisa-se cada vez mais de mais dinheiro, mais bens materiais, mais “coisas” para mostrar ao outro. Um viva para nossa 'Sociedade do Espetáculo'!, como bem denominou o escritor francês Guy Debord.

E essa sede de viver tudo, tão rapidamente, e sugar o máximo do mundo, tem um preço. Tudo vem com um preço.Cada um paga o seu.
Seja em forma de sensações não agradáveis – como ansiedade, angústia, desespero. Seja em crises existenciais ou patologias, das mais diversas.


Sua pressa é de que mesmo? E quando chegar onde você quer, qual vai ser sua próxima pressa?

Élida Cunha  - 
Especialista em Psicologia Clínica Humanista Existencial Fenomenológica.

3 comentários:

  1. Oi. Gostaria de saber se você já atendeu na Nutrivida.

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    1. Oi, Andréia.
      Já sim, saí no final de Maio.
      ;)

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  2. http://orevistao.blogspot.com.br/?m=1

    Conteúdo para o leitor inteligente

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